Modelação Geográfica, Cidades e Ordenamento do Território

Grupo integrado no e-GEO – Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional


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RasterLite e paths absolutas

Ha uns dias escrevi um post na mailing list to qgis-users, a “queixar-me” do problema, de as paths de rasterlite estarem hardcoded no ficheiro de projecto do QGIS. Isto tem a consequencia obvia, de impedir o transporte das project files para outros computadores… 😦

http://lists.osgeo.org/pipermail/qgis-user/2013-March/021690.html

Como nao recebi nenhum feedback, nem encontrei nenhuma maneira melhor de resolver o problema, resolvi “meter maos a obra” e escrever um script em python, para substituir a path “hardcoded” pela path da BD rasterlite no computador actual (uma directoria acima).

Image

Pus aqui o código, na esperança de que possa vir a ser útil a alguém.

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Python vs. R (e o SPSS?)

Rbloggers

Um tema recorrente: que ferramenta utilizar para realizar análise de dados? Este artigo apareceu no R-bloggers e julgo ser bastante interessante: Python vs R vs SPSS … Can’t All Programmers Just Get Along?.

Pessoalmente, e porque é muito fácil apresentar desvantagens, os pontos fortes óbvios são:

Python: simples e facilmente implementado/transportado para várias plataformas;
R: É muito difícil encontrar um método estatístico não implementado em R;
SPSS: Confesso que só incluí o SPSS porque é referido no artigo original, mas creio que o facto de ser “menu driven” acolhe a simpatia de muitos (ainda que seja uma caixa negra).


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The Planners

e como não há duas sem três, deixo-vos um terceiro post com o link para um programa da BBC intitulado The Planners, onde em cada episódio são apresentados casos de ordenamento/urbanismo que terão de ser resolvidos pelos técnicos de câmaras municipais em Inglaterra:

http://www.bbc.co.uk/programmes/p00tw844/episodes/guide

Plot: Documentary series lifting the lid on the decisions behind planning approvals and refusals, telling the story through the eyes, ears and drawings of the planners themselves.

Sempre tive dúvidas em perceber o que seria o serviço público que a RTP supostamente tem de prestar mas, se tivesse de escolher um exemplo, este seria definitivamente um deles, por várias razões:

1. Porque é uma forma de aumentar a educação cívica no que diz respeito a matérias de ordenamento do território.

2. Porque, e puxando a brasa à nossa sardinha, seria uma forma de mostrar para que servem (ou poderão servir) afinal  as ciências sociais como a Geografia e o Urbanismo, e que o território ou as cidades não se resumem apenas a projectos arquitectónicos.

3. E porque uma vez que Tv = entretenimento = audiências = €€€, alguém tem dúvidas que um programa destes, filmado em Portugal, não teria todas as emoções necessárias como o humor, o drama, o horror, o suspense, a acção… em todos os episódios? Soa-me a sucesso garantido!


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It’s time for an Urbanization Science

Em 1999, num número especial da Science sobre Complexidade, dois biólogos (Marvin Cassman e John Doyle) referiam (à data do artigo) que  em Biologia existia já uma imensa quantidade de informação sobre os eventos moleculares das células. O que seria necessário, a partir de então, era uma visão multidisciplinar que permitisse entender de que forma se integram e interligam os eventos e entidades dos sistemas biológicos.

A adaptação desta reflexão para a Geografia foi-me automática assim que a li pela primeira vez. A quantidade de dados e informação disponível hoje em dia não tem precedentes (é verdade, também, que em muitos casos continuamos a necessitar de dados que ainda não foram compilados…ou de novas escalas para dados já existentes, etc.). Mas a grande questão reside em saber o que conseguimos fazer com toda esta informação já existente, no que diz respeito à produção de teoria (entenda-se aqui teoria como a produção de conhecimento sobre princípios universais).

Os autores do artigo “It’s time for an Urbanization Science” ( William Solecki, Karen C. Seto e Peter J. Marcotullio) reflectem precisamente sobre esta problemática. Deixo aqui duas das ideias que estruturam o artigo.

Can we identify a theory of urbanization with fundamental and unique components that can withstand scientific scrutiny and produce valuable universal laws and theories?

The result of not developing a science on such fundamentals is to continue scholarly fragmentation and lack of scientific consensus on which to build evidence-based policies.

Podem consultar o artigo em: http://ugec.org/docs/UrbanizationScience%202013.pdf